
O quanto vale olhar o céu?
E devanear às estrelas?
Às vezes pode ser cruel
Lanharmos ao vê-las
E entender que somos assim:
Tão ínfimos
Frívolos quão ponto de cruz
Tão lúcidos
Mas que há de convir a vileza
Roubar de cada ponto um pouco de beleza
Lograr da lucarna a candura
Luminar fachadas amargas e escuras...
O quanto vale olhar o céu
E divagar ao luzeiro?
Rabiscar a vida num papel
Qual cometa ligeiro
Ascender do chão em partida
Na ilusão d'outro céu emerso
Tingir de viver a vida
Na extensão do universo

1 comentários:
Eu gostei muito. Isso tá mais pra poesia que letra de música...
Abraço
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